segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um índio para Colombo 2

O ignorante que vive apenas para rir dos outros, um idiota prestes a congelar de dentro para fora, um chato pessimista ou até mesmo um anjo capaz de trazer pra ti a gloriosa salvação. Posso vir a ser qualquer outra coisa também. Não tem problema nenhum, sabe? Eu já sei que por mais que eu me esforce em ser EU no estado máximo da minha individualidade, e não aquilo que de mim espera o mundo tão sem fronteiras, no final das contas, sempre será a visão que ele quer ter de mim que irá prevalecer na cabeça da maioria. Isso quer dizer, caro amigo, que é você quem sempre escolhe, logicamente que baseado nas suas impressões, quem e o que eu vou ser pra ti, não é? É claro que isso é natural que aconteça...mas há um outro fator nesse jogo que não se pode ignorar e que nos leva até um plano mais elevado quanto a entender o outro para melhor conviver, caro amigo. Há a sensibilidade. Ela é quem ajuda a gente a passar do estágio das impressões para o estágio do maior entendimento do próximo. Sendo assim, eu resolvi - tem algum tempo isso - simplesmente cagar para o mundo das impessões e viver apenas para os vermes usam o sentido, mas que vão além dele e chegam a substância, ou os que tiveram a mesma coragem que eu tive de olhar bem para dentro do abismo que é a vida fora do mundo superligado e deixado que ele também olhasse para dentro de si e que perceberam, por conta disso, que o ser humano enquanto ser único que é pode realmente vir a ser um algo a mais do que as tão famosas impressões mostram dele.
Vou falar mais uma vez para que vocês entendam de forma definitiva... A sua lama e a sua glória são, pra mim, a mesma bosta, pois as duas já não me dizem mais nada. Eu vou viver longe disso tudo, cara... Eu vou continuar a viver da minha forma: sem alarmes e surpresas. Penso que vivendo assim vou viver melhor, hein?

Nenhum comentário:

Postar um comentário